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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fruto proibido

- Essa história aconteceu com Layanne Leão -
Tudo começou com a mania de cupido do meu irmão.

Ele tinha me visto e gostado de mim, não tinha a mínima noção de quem poderia ser, meu irmão falou que tinha passado meu número e que ele me ligaria, Mas não acredito nessas coisas, nem em festa quando fico com algum rapaz, nunca passo meu número porque sei que não irão ligar, não gosto de criar falsas expectativa.

Enfim, eram umas quatro da tarde, em plena segunda feira, o telefone toca e não era minha avó e nem meu pai, era ele.
- Oi quem fala?
- seu admirador secreto.
- qual deles? Eu gosto de ser meio sarcástica às vezes.
- tem tanta concorrência assim?
- vai me dizer quem é?
- você vai querer me conhecer?
- de onde me conhece?
- cheguei à sua cidade recentemente e já ouvir falar muito de você ‘nos bastidores’ – ‘o fruto proibido’. Falou caindo no riso.
- como assim? Fruto proibido? Bastidores?
- você não é a irmã do ...] ? Filha do... ?
- sim sou eu mesma e você quem é? Diga-me se não eu desligo.
- não, não desligue. Eu quero te ver, quer dizer eu quero falar com você pessoalmente já te vi muitas vezes e sua beleza é encantadora, seu sorriso é incrível.
- pára. Vai que você é um louco, um seqüestrador. Falei enquanto ria.
- se não me dizer quem é sem chances.
- você é muito brava leoazinha.

Eu não agüentei, fiquei brava e desliguei, ele estava curtindo com minha cara, podia ser algum amigo me zuando ou sei lá até gravando isso.

O telefone toca novamente.

- eu vou te ver amanha na pista de Cooper, sei que vai lá .Seu irmão me falou, foi ele quem me passou seu número, não se preocupe eu não vou te fazer mal.
Eu fiquei chocada, e agora? Ia ou não na pista? Quem era ele?Perguntei a meu cupido e ele riu horrores de mim, e disse “então ele te ligou? Está afim de você, dá uma chance pra ele, é gente boa, mas não vou te contar quem é, não adianta Lay, só sei que você vai ficar surpresa.”

Já era terça. Eu ia mesmo pra pista, mas como eu saberia quem era ele? Eu estaria fazendo papel de idiota em ficar imaginando cada rapaz que passava por mim? Sim, eu estava fazendo papel de idiota. Estava quase indo embora por volta das oito da noite, era o único dia que eu fazia caminhada porque não tinha aula no curso, então ele liga.
- oi minha linda.
- é você? Demorou e eu fui embora já estou em casa. Obrigada pelo bolo. Fui logo dando desculpa. Ele riu e disse: “você mente mal, estou estacionando bem atrás de você”. Era um carro prata com vidros escuros. Não entendo nada de carros.

Fiquei muda, e agora?

- vem em direção a esse carro, e eu fui. Ao chegar, a porta se abre. Entrei... E uau! Era ele... O conhecia de longe, mas de perto seus ombros largos pareciam ainda mais fortes e definidos e fiquei de boca aberta ri igual uma louca. “vamos dar uma volta leoazinha”?

Ainda rindo falei que sim. Ele me beijou no rosto e saímos pela cidade. Paramos perto do estádio de futebol, num barzinho sem muito movimento, era um encontro mais que secreto. Ninguém poderia sonhar que eu estava saindo com ele. Meu pai então, me deserdaria e ele seria demitido.

Sim, era o goleiro do time. Alto, dos ombros largos e um sorriso tímido incrível! Daí fui entender o porquê do fruto proibido, mas não sabia que me chamavam assim nos bastidores, meu pai é um dos diretores do time.Conversamos durante horas, nos beijamos calorosamente e foi incrível, o seu perfume ficou em mim e eu estava completamente empolgada com essa nova aventura.

Entrei em casa fui logo pro meu quarto, depois tomei um banho, infelizmente tinha que tirar o cheiro dele de mim. E agora? O que iria acontecer? Ligaria-me novamente? Queria mais. E não podia querer. Sabia dos riscos, porém era tão‘excitante’ aquela historia do proibido.

No dia seguinte, ele não me ligou, também não liguei, não queria demonstrar nada, não podia deixá-lo convencido. Mas me ligou na quarta, estava no curso que fazia numa cidade vizinha e ele disse que iria me buscar para sairmos e que depois me levava pra ‘shego’, não iria precisar voltar com a turma de ônibus. Expliquei para ele onde era com a ajuda de um amigo e fiquei a espera. Em 40min lá estava ele, ali não precisávamos nos esconder, estava totalmente confortada com isso. Ele me deu um abraço caloroso e um longo beijo.

Fomos para um barzinho, não conhecia muito a cidade, ele menos ainda. Não queria ficar perdida, então expliquei um caminho que conhecia, foi emocionante. Ele era muito fofo comigo, escutava minhas conversas e ria das minhas bobeiras. Contou-me da primeira vez que me viu e eu lembrei. Eu também o olhava, mas sempre de longe e quando percebia que fazia o mesmo, virava o rosto, não poderia nem sonhar em ter contato com algum dos jogadores. Realmente não sonhava em ter, até ele aparecer.

Por três meses nos encontramos as escondidas e foi incrível cada encontro, ele fugia para me ver no meu curso, pagava ao porteiro para voltar mais tarde porque o toque de recolhimento era meia noite, até o apelidei uma época de cinderela por isso.

Foi muito divertido, mas o campeonato estava no fim, ele voltaria para São Paulo e talvez nunca mais o visse, isso me deprimiu. Ele ainda prometeu que voltaria pra me ver, mas fiquei louca, não o queria perder e não queria me despedir, estava chegando o dia que iria embora, no domingo a gente foi para um bar na cidade mesmo, mas não fomos juntos, as pessoas não poderiam nos ver juntos. O olhava de longe e trocávamos sorrisos e olhares, a vontade que tinha era de ir ficar lá com ele, entretanto não podia. A cidade estava movimentada, o time ficou entre os primeiros, coisa que ninguém esperava.

Quando menos percebi, ele havia sumido e meu mundo desmoronou novamente. Com certeza estava com outra, minha amiga e eu fomos a todos os lugares da cidade e ligamos pro hotel. Ligava, ligava e nada. Sim, ele estava com outra. Cheguei em casa e minha irmã estava arrumando as coisas para viajar , eu disse que queria ir junto. O time iria ficar na cidade mais uma semana, não queria ligar mais e nem correr o risco de encontrá-lo em algum lugar. Estava apaixonada e isso pra mim era inadmissível. Era só uma aventura, não podia ter me apegado, mas me apeguei, sempre me apego.

Fui com ela, meu celular não pegava lá e na viagem senti a presença de algumas lagrimas e uma dor de arrependimento. Agi impulsivamente, mas se eu pensasse, não, não, ele tinha ficado com outra, mentiu pra mim e eu não suporto mentiras!

Fiquei uma semana fora, uma longa semana e quando voltei, ele já tinha ido embora, o seu celular não funcionava e não entrava mais no MSN. Onde estaria? Por um mês fiquei sem noticias, até que o telefone toca como antes.

Já não estava mais brava, estava arrependida “mulheréboba” queria ter me despedido tínhamos combinado uma despedida legal. Mas ele me enrolou, me enrolou... Disse que sentia saudades e no fim? Só queria o número do meu pai. Mas foi legal saber onde ele estava e o que estava fazendo, sou o tipo de pessoa que se recupera rápido, já não havia mais dor e nem raiva, falei como se fosse um amigo, é isso que ele é hoje, um amigo, uma amizade colorida. Confesso.

Hoje ele mora numa cidade perto da capital e me liga às vezes e quando vou lá a gente da um jeito de se ver e tudo volta ao normal, a mesma intensidade, o mesmo perfume, o abraço caloroso e o beijo, ai o beijo. Uma aventura proibida.

- Por Layanne Leão -

5 comentários:

Safira disse...

Que lindooooooooooooooooooo, AMEI

Bruno Mota Pinheiro disse...

Também achei , que aventura heim Layanne? rs, Bjos.

Layanne Leão disse...

genteee que saudade dele 'hoho

Janaide disse...

Nossa Lay, que lindoooooooooo
=)

Néia Macedo disse...

Nossa, roteiro de novela, hein Layanne? Escreva mais pra gente, menina!